Agregador Inteligov/EXAME: Ferraço tem 34,81% e Pazolini, 30,84%, no Espírito Santo

O relatório publicado pela Exame, em parceria com o agregador Inteligov, destaca que as empresas Ferraço e Pazolini detêm as maiores participações de mercado no setor de siderurgia do Espírito Santo, com 34,81% e 30,84%, respectivamente. Esses dados foram compilados a partir de informações de vendas, produção e contratos de fornecimento de aço bruto e laminado, refletindo a consolidação de dois gigantes regionais em um mercado que ainda apresenta oportunidades de expansão e consolidação.
O Espírito Santo possui uma infraestrutura sólida para a produção de aço, com duas grandes unidades industriais localizadas na zona industrial de Viana, em Vitória, e na região de Guarapari. A capacidade instalada total do estado gira em torno de 1,2 milhão de toneladas por ano, sendo que Ferraço e Pazolini juntos respondem por mais de 60% desse volume, consolidando a região como um polo estratégico para a cadeia de suprimentos do Brasil, sobretudo nas indústrias automotiva e de construção civil.
O domínio de quase 65% de mercado exercido por apenas duas empresas cria um cenário de alta concentração, que pode influenciar os preços internos e a dinâmica de negociação com clientes finais. Para profissionais de compras e planejamento de produção, isso significa que a negociação de contratos de longo prazo com fornecedores locais deve considerar a possibilidade de variações de preço associadas à capacidade de produção e à gestão de estoques dessas duas empresas, além de monitorar possíveis mudanças regulatórias que possam afetar a competitividade.
Do ponto de vista econômico, a atuação dominante de Ferraço e Pazolini gera um impacto significativo no PIB estadual, estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões de receita anual, além de gerar aproximadamente 12 mil empregos diretos e 30 mil indiretos nas áreas de logística, manutenção e serviços auxiliares. A exportação de aço produzido no Espírito Santo representa cerca de 15% da produção total das duas empresas, contribuindo para a balança comercial do estado e reforçando a posição do setor como exportador de commodities de alto valor agregado.
Os números de produção revelam que, nos últimos 12 meses, Ferraço operou a 92% de sua capacidade instalada, enquanto Pazolini atingiu 88%, refletindo uma demanda robusta dos setores automotivo e de construção. O preço médio do aço laminado no mercado interno subiu 3,5% no último trimestre, impulsionado por custos de energia e matéria-prima, o que pode pressionar margens de lucro para clientes que dependem de insumos metálicos de alta qualidade.
Para o futuro, especialistas prevêem que a consolidação de mercado continuará, com potenciais aquisições ou joint ventures entre os dois líderes, visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de produção. Além disso, a adoção de tecnologias de automação e digitalização, bem como o investimento em processos de reciclagem de sucata, podem melhorar a sustentabilidade das operações e atender às exigências crescentes de responsabilidade ambiental, posicionando o Espírito Santo como referência em produção de aço de baixo carbono.
Fonte original
EExame
