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Brasil terá nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas no G-20

Brasil terá nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas no G-20

O encontro entre os ministros Mauro Vieira, da Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do MDIC, com Jamieson Greer, representante dos Estados Unidos, ocorre no contexto de uma nova rodada de negociações sobre tarifas no G-20, que visa revisar e possivelmente reduzir barreiras comerciais que afetam setores estratégicos, incluindo metalmecânica, siderurgia, automação e energia.

Na última reunião do G-20, os EUA anunciaram a aplicação de tarifas de 25% sobre aço e alumínio importados, medidas que impactam diretamente a cadeia de produção metalúrgica brasileira. Com 4,5 milhões de toneladas de aço exportadas em 2023, o Brasil já sofreu perdas estimadas em R$ 3,2 bilhões devido a esses impostos, elevando os custos de produção e reduzindo a competitividade internacional das indústrias de transformação.

Para os profissionais da siderurgia, a redução de tarifas pode significar uma queda de até 10% nos custos de matéria-prima importada, refletindo em margens mais favoráveis e possibilitando a reavaliação de projetos de expansão de capacidade. Já na automação, a diminuição de custos de componentes eletrônicos e motores importados pode acelerar a adoção de tecnologias de IoT e manufatura inteligente, impulsionando a produtividade e a inovação.

O setor energético, que depende de equipamentos de geração e distribuição, pode se beneficiar de tarifas mais baixas em materiais como cobre, alumínio e aço inoxidável. Isso facilitaria a modernização de redes elétricas e a expansão de projetos de energia renovável, alinhada às metas de 2030 de redução de emissões do Brasil. No entanto, a volatilidade das negociações pode criar incertezas que exigem planejamento de risco robusto.

Quanto à mineração, a redução de tarifas sobre equipamentos pesados e materiais de construção pode diminuir os custos de extração e transporte de minério de ferro, o que se traduz em maior competitividade no mercado global. Dados do Ministério de Minas e Energia indicam que a exportação de minério de ferro cresceu 7,2% em 2023, mas ainda enfrenta desafios de logística e custos de transporte.

Do ponto de vista econômico, a renegociação das tarifas pode estimar um aumento de R$ 1,5 bilhão na balança comercial do Brasil em 2024, impulsionando o PIB em torno de 0,6% adicional. No entanto, a eficácia dependerá da rapidez e da abrangência das concessões, além da capacidade do Brasil de adaptar suas cadeias de abastecimento para aproveitar a redução de custos.

Para os gestores do setor industrial, a recomendação é monitorar de perto os desdobramentos dessas negociações e ajustar planos de investimento de acordo. Estratégias de hedge cambial, diversificação de fornecedores e investimentos em eficiência operacional devem ser priorizados para mitigar riscos. A expectativa é que, caso as tarifas sejam revisadas, o Brasil consolide sua posição como fornecedor competitivo de produtos metalmecânicos e energéticos no cenário global, refletindo em crescimento sustentável e inovação contínua.

Fonte original

IInfoMoney