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Câmara de Obras Industriais da FIEMG: inovação e transformação digital em pauta

Câmara de Obras Industriais da FIEMG: inovação e transformação digital em pauta

Na última sexta-feira (11 de setembro), a Câmara de Obras Industriais da FIEMG realizou sua reunião na sede da federação em Belo Horizonte, reunindo representantes de empresas de metalmecânica, siderurgia, automação, energia, mineração e petróleo. O encontro, que contou com a presença de especialistas e gestores, teve como foco principal a discussão sobre inovação e transformação digital no segmento de obras industriais, tema que tem ganhado urgência frente à competitividade global e à necessidade de otimizar processos de construção e montagem.

O debate abordou, em profundidade, a “Colaboração Digital em Projetos Industriais”, destacando como plataformas integradas de modelagem 3D, BIM (Building Information Modeling) e realidade aumentada podem reduzir erros de execução, acelerar cronogramas e diminuir custos operacionais. A FIEMG ressaltou que, segundo estudos recentes, a adoção de tecnologias digitais em obras industriais pode elevar a produtividade em até 15% e reduzir desperdícios em até 10%, fatores críticos para a margem de lucro das empresas do setor.

Durante a sessão, foram apresentados os resultados dos grupos de trabalho do colegiado, que monitoram iniciativas de digitalização em obra, desde o planejamento até a manutenção pós-construção. Entre os casos de sucesso citados, destaca-se a implantação de um sistema de monitoramento em tempo real em uma planta de transformação de aço, que permitiu a identificação precoce de falhas mecânicas e a economia de mais de R$ 2 milhões em manutenção preventiva no último ano.

O cenário econômico brasileiro reforça a importância das discussões da FIEMG. O setor industrial representou 27,5% do PIB nacional em 2023, com um crescimento anual de 2,8%. Entretanto, a margem de contribuição ainda enfrenta pressão de custos de energia, logística e mão‑de‑obra. A digitalização, portanto, surge como alavanca estratégica para mitigar esses impactos, permitindo maior visibilidade sobre a cadeia de suprimentos e melhor gestão de recursos energéticos.

Os participantes também analisaram desafios regulatórios e de capacitação que podem atrasar a adoção de tecnologias digitais. A necessidade de formação especializada em softwares de modelagem, automação e análise de dados foi destacada como um gargalo que as empresas devem superar para aproveitar plenamente os benefícios da transformação digital. A FIEMG propôs a criação de um programa de capacitação conjunta com universidades e centros de pesquisa, visando acelerar a transferência de conhecimento para o mercado.

Em perspectiva, a FIEMG prevê que, nos próximos cinco anos, a digitalização de obras industriais no Brasil aumentará a produtividade do setor em cerca de 20%, impulsionando a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional. A adoção de tecnologias digitais, aliada ao fortalecimento de parcerias público‑privadas, será crucial para que o setor industrial mantenha seu papel estratégico na economia nacional, respondendo às demandas de sustentabilidade, eficiência e inovação que caracterizam a indústria 4.0.

Fonte original

FFIEMG