Câmara de Obras Industriais da FIEMG: inovação e transformação digital em pauta

A Câmara de Obras Industriais da FIEMG se reuniu em 11 de setembro, na sede da federação em Belo Horizonte, para debater a inovação e a transformação digital no segmento de obras industriais. O encontro, marcado pela presença de representantes de empresas de siderurgia, mineração, petróleo e automação, destacou a importância da colaboração digital em projetos industriais, um tema que tem se tornado central para garantir competitividade e eficiência no mercado brasileiro.
O debate concentrou-se nas tecnologias que estão remodelando o setor, como Building Information Modeling (BIM), Internet das Coisas (IoT), realidade aumentada, inteligência artificial e digital twins. Em 2023, a adoção dessas ferramentas em projetos de obras industriais cresceu 30% no Brasil, segundo pesquisa da ABNT, e tem demonstrado reduções de 10% a 15% nos custos de construção e 20% na duração dos cronogramas, fatores críticos para empresas que operam em ambientes de alta complexidade e risco.
Do ponto de vista econômico, a digitalização tem potencial para elevar a produtividade do setor em até 20%, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso se traduz em ganhos de até R$ 500 milhões por ano em redução de desperdícios, otimização de recursos e melhoria na qualidade dos produtos finais. Além disso, projetos que utilizam plataformas colaborativas digitais conseguem integrar fornecedores e subcontratados em tempo real, diminuindo falhas de comunicação que tradicionalmente geram retrabalho e atrasos.
A FIEMG reforçou o papel de sua Câmara como facilitadora de boas práticas, monitorando as ações dos grupos de trabalho e promovendo eventos de capacitação. Entre as iniciativas recentes, destaca-se a criação de um hub de inovação que oferece workshops sobre BIM e IoT, além de um programa de certificação para profissionais que desejam se especializar em gestão digital de obras industriais. Esses esforços visam reduzir a lacuna de competências técnicas que ainda impede a adoção plena das tecnologias.
Para o futuro, o mercado industrial brasileiro projeta um crescimento anual de 4,5% na adoção de soluções digitais até 2030, impulsionado por políticas públicas de incentivo à modernização e pela crescente demanda por produção mais sustentável e eficiente. Desafios como a necessidade de reforço em segurança cibernética e a escassez de mão‑de‑obra qualificada permanecem, mas a tendência é que a transformação digital continue a ser um diferencial competitivo para as empresas que operam nas áreas de metalmecânica, siderurgia, automação, energia, mineração e petróleo.
Fonte original
FFIEMG
