Câmara de Obras Industriais da FIEMG: inovação e transformação digital em pauta

A última reunião da Câmara de Obras Industriais da FIEMG, realizada na sexta-feira (11/9) em Belo Horizonte, reafirmou a urgência de acelerar a inovação e a transformação digital no setor de obras industriais. O encontro, que contou com a presença de representantes de grandes empresas de engenharia, fabricantes de equipamentos e consultorias especializadas, concentrou-se em discutir estratégias de colaboração digital em projetos industriais, um tema que tem ganhado relevância à medida que a indústria 4.0 se consolida no Brasil.
Durante a sessão, os grupos de trabalho da Câmara apresentaram relatórios sobre o progresso das iniciativas digitais já em andamento. Entre os marcos citados, destaca a implementação de plataformas de BIM (Building Information Modeling) em 18% das obras de médio e grande porte, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. A adoção dessas tecnologias tem demonstrado redução de até 20% nos custos de retrabalho e melhoria de 15% na eficiência de cronogramas, segundo dados internos da FIEMG.
O debate também abordou a necessidade de capacitação de profissionais e a criação de um ecossistema de inovação colaborativa. A FIEMG propôs a criação de um hub digital que conectaria fornecedores, contratantes e órgãos reguladores, facilitando a troca de informações em tempo real e a integração de processos. A expectativa é que essa iniciativa reduza em até 10% o tempo de aprovação de projetos junto a órgãos ambientais e de segurança.
No que tange ao impacto econômico, a Câmara destacou que a digitalização de obras industriais pode gerar um aumento estimado de 5,2% no PIB do setor nos próximos cinco anos. Esse crescimento se deve, em parte, ao incremento na produtividade, à diminuição de desperdícios e ao potencial de exportação de soluções de engenharia digital para mercados emergentes, onde a demanda por infraestrutura industrial continua alta.
Os participantes também discutiram desafios regulatórios e a necessidade de alinhamento com as normas da ANVISA, ANAC e Ministério do Planejamento. A harmonização de padrões técnicos e a padronização de protocolos de dados são vistas como fatores críticos para garantir a interoperabilidade entre sistemas e a segurança das informações compartilhadas.
Em perspectiva de mercado, especialistas apontam que a adoção de tecnologias digitais em obras industriais pode impulsionar a competitividade das empresas brasileiras, permitindo-lhes competir em nível global. A FIEMG reforçou o compromisso de acompanhar de perto o desenvolvimento das políticas públicas e de promover eventos de capacitação para acelerar a transição digital do setor, assegurando que a indústria nacional continue a ser referência em inovação e eficiência.
Fonte original
FFIEMG
