Candidatos ao governo assinam termo de compromisso com prioridades do setor capixaba

Em um marco que ressalta a convergência entre política e indústria, os candidatos ao governo do Espírito Santo – Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Helder Salomão – assinaram um termo de compromisso durante o Diálogo com o Setor Produtivo promovido pelo Fórum de Entidades e Federações. A assinatura, realizada em meio a um cenário de transformações estruturais, demonstra a intenção de alinhar as agendas eleitorais às demandas concretas do polo industrial capixaba, reforçando a credibilidade dos candidatos perante os decisores do setor.
O Espírito Santo mantém uma matriz industrial diversificada, com destaque para siderurgia, metalmecânica, automação, energia e mineração. Em 2023, o setor representou cerca de 28% do PIB estadual, gerando mais de 70 mil empregos diretos e 150 mil indiretos. No entanto, desafios como a escassez de mão‑de‑obra qualificada, a necessidade de modernização tecnológica e a vulnerabilidade a oscilações de preços internacionais continuam a pesar sobre a competitividade regional.
O termo de compromisso, elaborado em conjunto com representantes das principais federações e associações industriais, destaca cinco prioridades: (1) incentivo à inovação e digitalização de processos; (2) facilitação de acesso a linhas de crédito e incentivos fiscais; (3) fortalecimento de programas de capacitação técnica; (4) promoção de parcerias público‑privadas para infraestrutura de logística e energia; e (5) apoio à exportação de produtos de alto valor agregado. Os candidatos se comprometeram a criar um fundo de investimento de R$ 500 milhões para projetos de modernização até 2027, além de garantir a aprovação de uma lei estadual que reduza o tempo de licenciamento para novos empreendimentos.
Os impactos econômicos esperados são significativos. A modernização de equipamentos e processos pode elevar a produtividade em até 12%, gerando um incremento estimado de R$ 4,8 bilhões no PIB estadual nos próximos cinco anos. O investimento em capacitação deve reduzir a taxa de desemprego do setor em 3,5 pontos percentuais, enquanto o estímulo à exportação pode aumentar a receita externa em 6% anual, conforme projeções da Federação de Indústrias do Espírito Santo (FIESP). Além disso, a melhoria da infraestrutura logística deverá reduzir os custos de transporte em 8%, favorecendo a competitividade de produtos manufaturados.
Para os profissionais do setor, o termo representa uma oportunidade de diálogo contínuo com a administração pública, possibilitando a articulação de políticas mais assertivas. A expectativa é que, com a consolidação dessas iniciativas, o Espírito Santo se consolide como um hub de produção industrial de alta tecnologia na região Sudeste, atraindo investidores nacionais e internacionais e reforçando a posição do estado como protagonista na cadeia produtiva brasileira.
Fonte original
FFINDES
