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Candidatos ao governo do Estado assinam termo de compromisso com prioridades do setor prod

Candidatos ao governo do Estado assinam termo de compromisso com prioridades do setor prod

Em uma demonstração de alinhamento entre política e indústria, os candidatos ao governo do Espírito Santo – Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Helder Salomão – firmaram um termo de compromisso durante o Diálogo com o Setor Produtivo, organizado pelo Fórum de Entidades e Federações (Findes). O evento, que reuniu mais de 200 representantes de empresas de aço, siderurgia, automação, energia, mineração e petróleo, reforçou a urgência de políticas públicas que atendam às demandas do polo industrial capixaba.

O encontro, realizado no centro de convenções da capital, contou com a presença de delegações de associações como a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FIESP), a Federação das Empresas de Energia Elétrica do Estado (FELE) e o Sindicato das Indústrias de Automação. Os participantes discutiram temas como infraestrutura de logística, incentivos fiscais, capacitação de mão‑de‑obra e a transição para tecnologias limpas, culminando na assinatura de um documento que delineia metas concretas de desenvolvimento sustentável para os próximos três anos.

Entre as propostas destacam-se a ampliação de linhas de crédito para modernização de equipamentos, a criação de um hub de inovação em automação industrial, a redução de custos de energia para empresas de siderurgia e a implementação de políticas de responsabilidade ambiental que favoreçam a produção de aço verde. Os candidatos também se comprometeram a facilitar a aprovação de projetos de expansão de portos e estradas, visando melhorar a logística de entrada e saída de matérias‑primas e produtos acabados.

O Espírito Santo concentra cerca de 6,5% da produção industrial do país, com destaque para a indústria de aço (representando 12% do PIB estadual) e o setor de petróleo (responsável por 8% das exportações). Em 2023, o estado registrou um crescimento de 3,2% no PIB, impulsionado principalmente pela expansão de projetos de mineração e pela recuperação de portos. O investimento em infraestrutura e tecnologia, conforme previsto no termo, pode elevar esse patamar, gerando mais de 15.000 empregos diretos e indiretos nos próximos cinco anos.

Para os setores metalúrgico e de energia, o compromisso político sinaliza um ambiente mais favorável à atração de capital estrangeiro e ao fortalecimento de cadeias de suprimento locais. A redução de custos de energia e a modernização de equipamentos são fatores críticos para a competitividade das siderúrgicas capixabas, que enfrentam a pressão de preços globais e a necessidade de atender a padrões de emissões mais rígidos. Paralelamente, a expansão de projetos de energia renovável, especialmente solar e eólica, pode criar sinergias com a indústria de automação, impulsionando a produção de equipamentos de controle e monitoramento.

Apesar das perspectivas positivas, os analistas destacam a importância de uma continuidade de políticas públicas que não dependa exclusivamente da linha de governo. A necessidade de parcerias público‑privadas bem estruturadas, a manutenção de incentivos fiscais equilibrados e a garantia de estabilidade regulatória são fundamentais para evitar flutuações que possam afetar o fluxo de investimentos. O termo de compromisso, portanto, representa um passo inicial, mas a execução efetiva das propostas exigirá monitoramento rigoroso e ajustes conforme as condições econômicas globais e as demandas do mercado.

Fonte original

FFINDES