Conselho de Tecnologia e Inovação debate avanços em PD&I e futuro da indústria

O Conselho de Tecnologia e Inovação da Indústria (CTI) realizou a primeira reunião sob a presidência de Izabella Lages nesta quinta-feira (24/9) na sede da FIEMG, em Belo Horizonte. Lages, que se alista como sucessora de Matheus Pedrosa, destacou a importância de manter a continuidade do programa FIEMG Jovem, que tem como objetivo acelerar a adoção de tecnologias emergentes nas empresas metalúrgicas e de siderurgia do país.
A reunião contou com a presença de mais de 50 representantes de empresas de grande porte, como Gerdau, CSN, ArcelorMittal e empresas de automação e energia, além de acadêmicos e especialistas em inovação. O foco principal foi a discussão de avanços em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e a definição de estratégias para garantir a competitividade da indústria brasileira em um cenário global de rápida transformação digital.
Segundo dados da própria FIEMG, o investimento em PD&I no setor metalmecânico atingiu R$ 12,4 bilhões em 2023, representando 4,2% do faturamento bruto das empresas do segmento. A nova liderança do CTI pretende aumentar esse percentual em 1,5 pontos percentuais nos próximos três anos, por meio de incentivos fiscais, parcerias público-privadas e programas de capacitação tecnológica.
Entre os tópicos debatidos, destacam-se a adoção de processos de manufatura avançada, como impressão 3D de peças metálicas, uso de inteligência artificial para otimização de linhas de produção e a integração de sistemas de Internet das Coisas (IoT) para monitoramento em tempo real de equipamentos críticos. A expectativa é que essas tecnologias reduzam custos operacionais em até 12% e aumentem a produtividade em 8%, conforme projeções de consultorias especializadas.
O impacto econômico dessa iniciativa se reflete diretamente na balança comercial. A exportação de aço e componentes metalmecânicos cresceu 7,8% em 2023, impulsionada pela qualidade e inovação dos produtos brasileiros. O CTI prevê que a consolidação de tecnologias avançadas elevará a participação das exportações brasileiras no mercado global de metalurgia em 3,5 pontos percentuais, alcançando 18,5% até 2027.
Para o futuro, o Conselho de Tecnologia e Inovação delineou um plano de ação que inclui a criação de hubs de inovação regionais, a expansão do programa FIEMG Jovem para incluir startups de tecnologia aplicada à indústria e o estabelecimento de métricas de desempenho para monitorar o retorno sobre investimento em projetos de PD&I. A expectativa é que, ao fortalecer a cadeia de valor e promover a adoção de tecnologias disruptivas, o setor metalmecânico brasileiro consolide sua posição como referência em eficiência e sustentabilidade na América Latina.
Fonte original
FFIEMG
