Conselho Deliberativo do SINDIEXTRA debate planejamento estratégico e ações de benchmarking

O Conselho Deliberativo do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (SINDIEXTRA) se reuniu nesta terça‑feira (10/6) na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, para apresentar o estágio avançado do planejamento estratégico que orienta as ações da entidade nos próximos anos. A sessão contou com a presença de representantes de associações setoriais, executivos de grandes mineradoras e gestores de indústrias de transformação, permitindo um alinhamento de metas que consideram tanto a competitividade nacional quanto as particularidades do parque industrial mineiro.
Durante o encontro, o presidente do SINDIEXTRA, Gustavo Lanna, destacou que o objetivo central foi prestar contas dos projetos internos em andamento e validar a agenda estratégica com os principais stakeholders. Entre os pontos abordados, ressaltou‑se a necessidade de modernizar processos operacionais, fortalecer a capacitação técnico‑profissional e ampliar a atuação do sindicato em fóruns regulatórios, aspectos críticos para as empresas que buscam manter a produtividade em um ambiente de pressão regulatória e de sustentabilidade.
Um destaque da reunião foi a avaliação do programa de benchmarking lançado no início de 2024. A primeira visita técnica, realizada na mina de Brucutu, da Vale, gerou relatórios que apontam boas práticas em gestão de rejeitos, eficiência energética e integração de sistemas de controle de processos. Os resultados positivos alimentam a agenda de melhorias de outras unidades operacionais no estado, e uma nova visita está programada para julho, na Usiminas, onde serão analisados protocolos de manutenção preditiva e de otimização de linhas de produção.
O conselho também dedicou tempo à discussão de projetos de leis ambientais que impactam diretamente a operação das indústrias minerais. Foram apresentadas propostas de adequação às normas de mitigação de impactos e gerenciamento de pilhas de rejeitos, tendo em vista a recente mudança na legislação federal que exige planos de ação mais robustos e auditorias independentes. A participação ativa do SINDIEXTRA busca influenciar a redação de decretos que equilibrem a preservação ambiental com a viabilidade econômica das atividades de mineração e beneficiamento.
Por fim, o presidente Lanna enfatizou que a estratégia do sindicato se apoia em três pilares: inovação tecnológica, compliance regulatório e fortalecimento de parcerias público‑privadas. A expectativa é que, ao consolidar esses pilares, o SINDIEXTRA contribua para a competitividade das indústrias mineiras de Minas Gerais, aumentando a capacidade de exportação, reduzindo custos operacionais e atendendo às exigências de responsabilidade socioambiental cada vez mais rigorosas.
Fonte original
FFIEMG