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Exportações de MG impulsionam emissão de Certificados de Origem

Exportações de MG impulsionam emissão de Certificados de Origem

Minas Gerais registrou exportações de US$ 45,8 bilhões em 2025, consolidando-se como o terceiro maior exportador brasileiro, com 13,2 % da participação total nas vendas internacionais do país. Esse volume representa um aumento de 9,4 % em relação ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelos setores de siderurgia, metalurgia de precisão e equipamentos de automação, que se beneficiam da recuperação da demanda global por aço de alta resistência e de soluções de digitalização industrial. O crescimento das exportações gerou um superávit comercial de US$ 27,5 bilhões, reforçando a importância estratégica de Minas Gerais no comércio exterior e na cadeia de suprimentos da indústria nacional.

O destaque do relatório da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) recai sobre a elevação na emissão de Certificados de Origem (CO), documento exigido por diversos acordos comerciais para comprovar a procedência dos produtos. Em 2025, foram emitidos 18,3 mil CO, um salto de 34 % em comparação com 2024. Essa expansão reflete a necessidade dos exportadores mineiros de atender exigências de mercados como a União Europeia, Estados Unidos e países do Mercosul, que demandam rastreabilidade e comprovação de origem para aplicar tarifas preferenciais ou evitar barreiras não tarifárias.

Para os profissionais da cadeia metalomecânica, o aumento dos CO tem implicações operacionais relevantes. As empresas precisam integrar sistemas de rastreamento de matéria‑prima e processos de certificação em suas rotinas de produção, o que eleva o investimento em softwares de gestão de compliance e em auditorias internas. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cerca de 42 % das indústrias de transformação em Minas já adotaram plataformas digitais para gerar CO em tempo real, reduzindo o tempo médio de emissão de 7,2 para 3,1 dias.

Do ponto de vista econômico, a ampliação dos certificados favorece a competitividade dos produtos mineiros ao garantir acesso a regimes tarifários mais vantajosos. A análise da FIEMG indica que a redução média de tarifas nas exportações certificadas foi de 2,8 %, o que equivale a economias de aproximadamente US$ 1,3 bilhão ao ano para o estado. Esse ganho de margem pode ser reinvestido em modernização de linhas de produção, aumento de capacidade e desenvolvimento de novas tecnologias, como a impressão 3D de componentes metálicos e a implementação de soluções de Internet das Coisas (IoT) nas fábricas.

Entretanto, o cenário também traz desafios. A crescente exigência por certificação eleva o risco de atrasos logísticos quando há falhas na documentação, podendo impactar a entrega pontual a clientes internacionais. Além disso, a necessidade de compliance ambiental e social, cada vez mais vinculada aos CO, pressiona as indústrias a adotarem práticas sustentáveis, como o uso de energia renovável e a redução de emissões de CO₂ nos processos de fundição.

O mercado aponta para a continuidade da tendência de expansão das exportações mineiras nos próximos dois anos, com projeções da FIEMG estimando um crescimento médio anual de 6,5 % até 2027. Esse ritmo será sustentado por investimentos previstos de US$ 4,2 bilhões em novas plantas de produção de aço especial e em centros de pesquisa aplicada, sobretudo nas regiões de Belo Horizonte, Uberlândia e Região Metropolitana de Juiz de Fora. A expectativa é que a emissão de Certificados de Origem acompanhe esse movimento, ultrapassando 25 mil documentos emitidos em 2027, consolidando Minas Gerais como referência em compliance comercial e em capacidade exportadora no cenário industrial brasileiro.

Fonte original

FFIEMG
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