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Faturamento da indústria mineira cresce pelo terceiro mês seguido em abril

Faturamento da indústria mineira cresce pelo terceiro mês seguido em abril

A pesquisa de Indicadores Industriais da FIEMG revelou que o faturamento real da indústria mineira avançou 1,5 % em abril quando comparado a março, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento. Esse resultado positivo tem origem nos incrementos de pedidos em carteira nos setores de extração mineral e de transformação, que responderam a um aumento da demanda interna e a projetos de expansão de clientes nos segmentos de mineração, metalurgia e bens de consumo duráveis. Para os gestores de fábricas e usinas de aço, cimento e processos químicos, a alta dos pedidos indica que os projetos de investimento de infraestrutura e de energia ainda estão fluindo, apesar das restrições de crédito.

As horas trabalhadas na produção também subiram 0,3 % em relação ao mês anterior, reforçando a tendência de expansão moderada da atividade industrial em 2026, conforme a análise da FIEMG. O aumento de turnos e a maior ocupação de linhas de produção foram observados principalmente nas empresas de mineração de ferro e alumínio, bem como nas indústrias de componentes automotivos que têm sede em Belo Horizonte e região. Contudo, a taxa de utilização da capacidade instalada apresentou recuo, passando de 82,1 % para 80,0 %, o que sinaliza que, apesar do crescimento de volume, ainda há espaço ocioso nas linhas de produção que pode ser ocupado se a demanda se consolidar.

No âmbito do mercado de trabalho, o emprego industrial permaneceu estável em abril, mas a massa salarial real recuou 0,6 % e o rendimento médio real diminuiu 0,2 %. Esses ajustes refletem a pressão dos custos de financiamento, já que a taxa Selic se mantém em patamares elevados, e o crédito para investimento ainda é mais restritivo. Para os profissionais de recursos humanos e de planejamento financeiro de empresas industriais, a queda salarial pode impactar o consumo interno dos trabalhadores, embora a projeção de recuperação da renda familiar ajude a sustentar o consumo de bens duráveis ao longo do ano.

Os especialistas da FIEMG alertam que, apesar do cenário favorável nos pedidos e horas trabalhadas, os gestores devem adotar postura cautelosa nos próximos meses. Os principais riscos apontados incluem a volatilidade do mercado internacional, a potencial corrosão da demanda devido a conflitos geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio, e a possibilidade de novos apertos na política monetária. Empresas que dependem de insumos importados, como ligas especiais e equipamentos de automação, precisam monitorar a cadeia de suprimentos e avaliar estratégias de hedge cambial.

Em resumo, a indústria de Minas Gerais demonstra resiliência ao registrar crescimento de faturamento por três meses seguidos, impulsionada por pedidos robustos nos setores de extração e transformação. No entanto, a combinação de capacidade ociosa, queda da remuneração real e incertezas externas requer planejamento estratégico cuidadoso, sobretudo em áreas como gestão de estoque, investimento em eficiência energética e diversificação de mercados. O próximo trimestre será decisivo para confirmar se a tendência de expansão moderada se traduzirá em ganhos sustentáveis para o parque industrial mineiro.

Fonte original

FFIEMG