FIEMG destaca empresas e despachantes por excelência em Certificados de Origem

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), realizou nesta quinta‑feira (18/6) em Belo Horizonte o evento “Destaques da Certificação Internacional 2025”. A cerimônia homenageou empresas exportadoras e despachantes aduaneiros que se sobressaíram na emissão de Certificados de Origem (CO) ao longo dos últimos doze meses, reforçando a importância estratégica da documentação de origem para a competitividade das cadeias produtivas industriais brasileiras, sobretudo nos segmentos de metalmecânica, siderurgia, energia e mineração.
O Certificado de Origem é o documento que atesta a procedência dos bens e permite a aplicação de acordos comerciais bilaterais ou multilaterais, como o Mercosul‑União Europeia e o Acordo de Livre Comércio com o Canadá. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as exportações brasileiras que utilizam CO cresceram 12,4% em 2024, impulsionando especialmente o setor metalúrgico, cujas exportações totalizaram US$ 7,2 bilhões, representando 18% do total de bens de origem industrial. A premiação reconheceu empresas que contribuíram para esse aumento, ao garantir a conformidade documental e reduzir o tempo médio de liberação de mercadorias de 14 para 9 dias.
Para os despachantes aduaneiros, o reconhecimento reflete a adoção de tecnologias de automação e inteligência artificial na classificação tarifária e no preenchimento de formulários eletrônicos. O CIN destacou que 68% dos premiados implementaram sistemas de integração direta com o SISCOMEX, o que diminuiu em 23% os índices de rejeição de documentos na Receita Federal. Essa eficiência tem repercussão direta nos custos logísticos das indústrias, que podem reduzir despesas operacionais em até 4,5% ao ano, segundo estudo interno da FIEMG.
Do ponto de vista econômico, a elevação da qualidade dos Certificados de Origem fortalece a posição do Brasil nas negociações de tarifas preferenciais, ampliando a margem de lucro dos exportadores. A Associação Nacional dos Exportadores de Máquinas e Equipamentos (ANEM) estima que a correta utilização de CO pode gerar ganhos adicionais de US$ 1,1 bilhão ao setor metalmecânico até 2027, ao aumentar a penetração em mercados de alta tecnologia como Alemanha, Japão e Estados Unidos, que exigem comprovação rigorosa de origem para concessão de incentivos fiscais.
O evento também serviu como plataforma para discutir desafios regulatórios. Representantes da Receita Federal e do Ministério da Fazenda anunciaram a revisão do Manual de Procedimentos de Certificação, com foco na simplificação de requisitos e na ampliação da validade dos CO de 180 para 360 dias, medida que deve reduzir a necessidade de reemissão de documentos em cadeias de suprimentos com ciclos produtivos extensos, como a siderurgia e a produção de componentes automotivos.
Com a cerimônia, a FIEMG reforça sua estratégia de fomentar a internacionalização das indústrias mineiras e de transformação de Minas Gerais. A expectativa é que, ao consolidar boas práticas de certificação, o estado amplie sua participação nas exportações de alto valor agregado, que já representam 32% da pauta exportadora regional. A continuidade desse esforço dependerá da adoção de tecnologias de compliance, do alinhamento regulatório e da capacidade das empresas de traduzir a certificação em vantagem competitiva nos mercados globais.
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FFIEMG