FIEMG Regional Vale do Paranaíba, SESI e SENAI de Araguari promovem reunião estratégica no 2º Batalhão Ferroviário do Exército
Na manhã de 8 de junho, a FIEMG Regional Vale do Paranaíba, representada pelo diretor Mauro Cunha, realizou uma reunião estratégica no 2º Batalhão Ferroviário do Exército, conhecido como Barão Mauá, localizado em Araguari. O encontro contou com a presença do coronel Francisco Hosken da Cás, comandante da unidade, do capitão Igor Haroldvsky de Almeida e do subtenente Rafael Borges de Alencastro, que receberam a delegação da Federação das Indústrias de Minas Gerais para discutir a integração de recursos humanos militares ao parque industrial da região. A proposta central da FIEMG foi a criação de um canal permanente de contratação de egressos do Exército, que já passam por treinamento técnico e disciplina rigorosa, atributos valiosos para o setor produtivo.
Durante a reunião, Mauro Cunha ressaltou que a escassez de mão de obra qualificada é um dos principais gargalos enfrentados pelas indústrias de Minas Gerais, sobretudo nos segmentos metalúrgico, mecânico e de materiais elétricos. Ele enfatizou que parcerias com instituições que oferecem formação técnica, como o Exército, podem suprir a demanda por trabalhadores com competências específicas, reduzindo o tempo de treinamento interno e aumentando a competitividade das empresas locais. A proposta inclui a realização de visitas técnicas conjuntas, estágios supervisionados e programas de requalificação focados nas necessidades das fábricas mineiras.
O SESI/SENAI de Araguari, representado pela gerente Vanda Oliveira e pelo supervisor técnico Alexandre Oliveira, apoiou a iniciativa, destacando que já desenvolve cursos de formação profissional alinhados às exigências da indústria regional. Eles apresentaram ao comando militar o portfólio de cursos disponíveis, como soldagem avançada, manutenção de máquinas CNC, eletroeletrônica e gestão de processos produtivos. Os representantes do SESI/SENAI propuseram a ampliação de vagas para militares em formação, bem como a criação de módulos específicos voltados para a transição de carreiras militares para o setor privado.
O consultor de relacionamento com o mercado da FIEMG, César Campos, apresentou dados setoriais que apontam para um déficit de cerca de 25 % em profissionais especializados nas áreas de usinagem e automação. Ele sugeriu a implantação de um programa piloto, no qual 50 militares formados anualmente seriam inseridos em estágios remunerados nas indústrias associadas, com acompanhamento de mentores técnicos das empresas participantes. O objetivo do piloto é validar o modelo de integração e gerar métricas que sustentem futuras escalas de contratação.
João Pelegrini, diretor do Sindmetal de Uberlândia, reforçou a importância da iniciativa para o sindicato, que representa mais de 300 empresas do segmento metalúrgico e mecânico. Pelegrini destacou que a falta de mão de obra tem impactado a capacidade de atender pedidos de clientes nacionais e internacionais, elevando custos operacionais e atrasando entregas. Ele manifestou apoio à criação de um conselho conjunto entre FIEMG, SESI/SENAI, Exército e Sindmetal, responsável por definir critérios de seleção, monitorar o desempenho dos estagiários e garantir a adequação dos treinamentos às normas de segurança e qualidade da indústria mineira.
Ao final do encontro, as partes concordaram em formalizar um termo de cooperação que estabelecerá as diretrizes para a captação, treinamento e inserção de ex-militares no mercado de trabalho local. O documento deverá contemplar cronogramas de ações, metas de contratação e indicadores de produtividade, com revisão anual para ajustes conforme a evolução das necessidades industriais. A reunião, portanto, abre caminho para uma solução prática ao problema de escassez de mão de obra qualificada em Minas Gerais, potencializando a competitividade das indústrias do Vale do Paranaíba e fortalecendo a sinergia entre o setor público militar e o privado.
Fonte original
FFIEMG