FINDES apresenta prioridades da indústria aos candidatos nas Eleições 2026

Na agenda de debate que acompanha as Eleições de 2026, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) lançou um conjunto de 12 pautas prioritárias e 65 propostas concretas voltadas à ampliação da competitividade e à melhoria do ambiente de negócios no estado. O documento, disponibilizado aos candidatos de forma pública, visa alinhar a política governamental às demandas específicas do setor metalmecânico, siderúrgico, de automação, energia, mineração e petróleo, setores que representam mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e empregam cerca de 60 mil profissionais.
Entre as prioridades destacadas, a FINDES enfatiza a modernização de infraestrutura portuária e rodoviária, essencial para reduzir o custo de logística em até 12% nos processos de importação de matérias-primas e exportação de produtos acabados. A proposta de investimento de R$ 3,4 bilhões em ampliação do Porto de Vitória, já em fase de estudos, pode gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos, além de estimar um aumento de 4,5% no PIB do setor industrial nos próximos cinco anos.
Outro ponto crítico abordado é a revisão da carga tributária sobre insumos industriais, com foco em incentivos fiscais progressivos para empresas que adotarem tecnologias de automação e digitalização. A FINDES projeta que a redução de 2,8% no imposto sobre produtos industrializados (IPI) pode elevar a margem operacional das empresas de até 3,6%, impulsionando a competitividade frente a players internacionais que já se beneficiam de regimes fiscais mais favoráveis.
Em relação à sustentabilidade, a Federação propõe a criação de um fundo público-privado de R$ 1,2 bilhão para a transição energética das fábricas, com ênfase em fontes renováveis e eficiência energética. A meta de reduzir em 25% as emissões de CO₂ das unidades industriais do estado até 2030 alinha o Espírito Santo às metas globais de descarbonização, atraindo investidores estrangeiros que buscam compliance ambiental como critério de entrada.
O cenário econômico também destaca a necessidade de formação de capital humano qualificado. A FINDES recomenda a implementação de programas de parceria entre universidades técnicas e indústrias, com foco em engenharia de processos, robótica e gestão de energia. A expectativa é que, em 2026, mais de 12 mil novos profissionais sejam formados, preenchendo a lacuna de mão‑de‑obra especializada que atualmente limita a expansão de linhas de produção de alta tecnologia.
Com a proximidade das Eleições, a publicação dessas prioridades oferece aos candidatos uma base sólida para a elaboração de propostas de políticas públicas. A expectativa de que os governos estadual e municipal adotem esses pontos de ação reflete a necessidade de sinergia entre o setor privado e o Estado para sustentar o crescimento industrial, garantir a competitividade do Espírito Santo no mercado brasileiro e internacional, e consolidar o estado como polo de inovação e produção de alta qualidade na região.
Fonte original
FFINDES
