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FINDES recertificada

FINDES recertificada

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) recebeu, nesta semana, a recertificação do selo “Instituição Segura” pelo Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES). O reconhecimento atesta que as instalações da entidade cumprem rigorosamente as normas de prevenção e combate a incêndios, bem como os requisitos de segurança estrutural e de evacuação estabelecidos pela legislação estadual. Para o setor industrial, onde fábricas, usinas e centros de distribuição concentram elevados níveis de risco, a certificação de uma entidade representativa como a FINDES reforça a importância de investimentos contínuos em sistemas de supressão, treinamento de brigadas de incêndio e auditorias periódicas.

O selo “Instituição Segura” tem validade de dois anos e exige que a organização mantenha um plano de emergência atualizado, equipamentos de detecção e combate a incêndios em conformidade com as normas NFPA 72 e ABNT NBR 17240, além de garantir acessibilidade e sinalização adequada nas rotas de fuga. A recertificação da FINDES demonstra que a federação não apenas atendeu aos requisitos iniciais, mas também implementou melhorias tecnológicas, como sensores de fumaça conectados a plataformas de monitoramento em tempo real e sistemas de hidrantes automáticos com controle de pressão remoto, alinhando-se às tendências de automação e IoT (Internet das Coisas) adotadas por grandes parques industriais.

Do ponto de vista econômico, a certificação traz benefícios tangíveis. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresas que mantêm programas de segurança avançados reduzem em até 15% os custos associados a sinistros, incluindo indenizações, paralisações e perda de produção. No Espírito Santo, onde o parque industrial concentra mais de R$ 120 bilhões em investimentos diretos, a disseminação de boas práticas de segurança pode representar uma economia potencial de R$ 1,8 bilhão ao ano. Além disso, a certificação favorece o acesso a linhas de crédito com condições diferenciadas, já que bancos e fundos de investimento consideram a gestão de risco como critério de avaliação de crédito.

Para os associados da FINDES, a recertificação abre caminho para a adoção de um programa de benchmarking interno, que permitirá comparar indicadores de segurança entre membros e identificar lacunas operacionais. A federação já anunciou a criação de um portal de compartilhamento de melhores práticas, onde serão disponibilizados templates de planos de emergência, check‑lists de inspeção e webinars sobre gestão de risco. Essa iniciativa deve acelerar a conformidade de pequenas e médias indústrias capixabas, que historicamente enfrentam dificuldades de recursos para investir em infraestrutura de segurança.

O mercado de equipamentos de proteção contra incêndio no Brasil tem registrado crescimento consistente nos últimos anos. Dados da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apontam um aumento de 9,3% nas vendas de sistemas de detecção e supressão entre 2022 e 2024, impulsionado por regulações mais rígidas e pela conscientização gerada por incidentes de grande porte. A recertificação da FINDES pode estimular ainda mais a demanda regional, especialmente por soluções integradas que combinam hardware robusto com softwares de gestão de incidentes, favorecendo fornecedores locais e impulsionando a cadeia produtiva capixaba.

Perspectivas para o futuro apontam para a ampliação da certificação “Instituição Segura” a outras entidades representativas do setor, como associações setoriais de mineração e energia. A convergência entre segurança física e cibernética, tema recorrente em fóruns de automação industrial, sugere que a próxima fase de avaliação incluirá a proteção de sistemas de controle contra ataques que possam comprometer a integridade de dispositivos de combate a incêndio. Nesse cenário, a FINDES, ao manter a recertificação, posiciona-se como referência de governança de risco, estimulando a adoção de políticas integradas que abrangem tanto a segurança operacional quanto a resiliência digital nas indústrias do Espírito Santo.

Fonte original

FFINDES