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I Congresso Regional de Saúde e Segurança na Pesca Artesanal prorroga prazo de submissão

I Congresso Regional de Saúde e Segurança na Pesca Artesanal prorroga prazo de submissão

O I Congresso Regional de Saúde e Segurança no Trabalho na Pesca Artesanal, organizado pelo Fundacentro, abriu novas oportunidades para profissionais que atuam na indústria metalmecânica, siderúrgica, de automação, energia, mineração e petróleo. O evento, que reúne especialistas em ergonomia, saúde ocupacional e gestão de riscos, destaca a importância de práticas seguras em ambientes de trabalho que, embora distintos, compartilham desafios comuns como exposição a substâncias perigosas, risco de quedas e necessidade de protocolos de emergência. Para os gestores de segurança industrial, a participação no congresso oferece uma perspectiva ampliada sobre como as medidas de prevenção podem ser adaptadas e aplicadas em fábricas, minas e refinarias.

Para atender à demanda crescente de conteúdo técnico, o Fundacentro estendeu os prazos de submissão. Grupos de Trabalho, Oficinas e Espaços de Troca de Experiências podem ser enviados até 2 de agosto, enquanto o envio de atividades, trabalhos técnicos e científicos seguirá um novo período, de 10 a 31 de agosto. Essa divisão de prazos permite que os participantes planejem suas contribuições de acordo com suas agendas corporativas, garantindo que projetos de pesquisa e estudos de caso relevantes sejam apresentados em tempo hábil para avaliação e incorporação nos programas do congresso.

Estudos recentes apontam que a pesca artesanal brasileira registra, em média, 3,5 fatalidades por 1.000 trabalhadores por ano, um índice que ultrapassa o registro de acidentes em setores como a mineração (2,1 fatalidades por 1.000 trabalhadores). Esse cenário evidencia a necessidade de protocolos de segurança robustos, algo que também se aplica às operações de siderurgia e automação, onde a exposição a metais pesados e equipamentos de alta tensão pode gerar riscos equivalentes. O congresso, portanto, serve como plataforma para a troca de práticas bem-sucedidas, como sistemas de monitoramento de pressão atmosférica e treinamento em procedimentos de resgate aquático, que podem ser adaptados para ambientes industriais.

Do ponto de vista econômico, a negligência em segurança no trabalho pode custar à indústria em termos de produtividade, custos médicos e litígios. Dados da OIT indicam que, no Brasil, acidentes de trabalho geram perdas anuais estimadas em R$ 12 bilhões, sendo que 60% desse valor corresponde a interrupções de produção e 40% a despesas com indenizações e cuidados de saúde. Ao incorporar lições aprendidas da pesca artesanal, as empresas metalmecânicas e de mineração podem reduzir a taxa de incidentes, melhorar a eficiência operacional e atender a requisitos regulatórios cada vez mais rigorosos.

Além disso, o congresso oferece um espaço propício para o estabelecimento de parcerias entre setores. Empresas de automação podem colaborar com especialistas em ergonomia para desenvolver sensores de carga que monitoram o esforço físico dos trabalhadores, enquanto refinarias de petróleo podem trocar experiências sobre sistemas de ventilação e controle de emissões de gases tóxicos. Tais colaborações podem levar ao desenvolvimento de soluções integradas, gerando valor agregado e reforçando a competitividade das indústrias brasileiras no cenário global.

Com a extensão dos prazos, os profissionais têm mais flexibilidade para preparar propostas que reflitam a complexidade de seus ambientes de trabalho. O Fundacentro incentiva gestores, engenheiros de segurança e pesquisadores a aproveitarem essa oportunidade para apresentar estudos de caso, projetos de inovação em equipamentos de proteção e análises de risco que possam ser aplicados em larga escala. A participação ativa no congresso não só contribui para a melhoria das práticas de segurança, mas também posiciona as empresas como líderes em responsabilidade social corporativa, fator cada vez mais valorizado por investidores e parceiros comerciais.

Fonte original

FFundacentro