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Minas Summit 2026 projeta 11 mil participantes na maior edição em BH

Minas Summit 2026 projeta 11 mil participantes na maior edição em BH

O Minas Summit, já reconhecido como um dos maiores encontros de negócios e tecnologia da indústria brasileira, anuncia a expectativa de receber cerca de 11 mil participantes na sua quarta edição, a ser realizada nos dias 17 e 18 de junho no BeFly Minascentro, em Belo Horizonte. O aumento significativo no número de inscritos demonstra a consolidação do evento como ponto de convergência para executivos, engenheiros, fornecedores e investidores dos setores de metalmecânica, siderurgia, automação, energia, mineração e petróleo. A agenda, estruturada em palcos temáticos e um espaço de conexão, pretende oferecer 100 horas de conteúdo técnico e de gestão, alinhado às demandas de transformação digital e sustentabilidade que dominam a agenda estratégica das indústrias nacionais.

Para o segmento metalúrgico, o Summit traz painéis dedicados à modernização de processos de fundição e usinagem, com destaque para a adoção de soluções de manufatura avançada, como impressão 3D de metais e sistemas de monitoramento em tempo real baseados em IoT. Segundo dados da ABM (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o investimento em automação industrial cresceu 13% em 2023, atingindo R$ 14,8 bilhões. A expectativa é que as discussões do evento estimulem novos projetos de retrofit e aumentem a competitividade das empresas brasileiras frente à concorrência internacional.

No campo da siderurgia, a presença de representantes das principais usinas do país, incluindo a Gerdau e a ArcelorMittal, indica que o debate sobre a redução de emissões de CO₂ e a implementação de tecnologias de captura de carbono será central. O Plano Nacional de Redução de Emissões Industriais (PNREI) prevê a diminuição de 30% das emissões do setor siderúrgico até 2030, o que exigirá investimentos estimados em R$ 45 bilhões. As sessões do Summit deverão abordar casos de sucesso na adoção de fornos elétricos a arco e na utilização de hidrogênio verde como agente redutor, oferecendo insights práticos para executivos que buscam alinhar suas operações às metas climáticas.

A agenda de energia e mineração também ganha destaque, com painéis que exploram a integração de fontes renováveis em parques industriais e a digitalização de cadeias de suprimentos minerais. Dados da Vale indicam que a digitalização de minas aumentou a produtividade em 8% nos últimos dois anos, enquanto o uso de energia solar em operações de mineração cresceu 22% em 2023, segundo a ANEEL. As discussões do Minas Summit podem acelerar a adoção de sistemas híbridos de energia e de plataformas de análise preditiva, contribuindo para a redução de custos operacionais e para a segurança das operações.

O setor de petróleo e gás, ainda em fase de recuperação pós-pandemia, encontrará no evento um fórum para tratar da transição energética e da aplicação de robótica em inspeções submarinas. A ANP projeta que o investimento em tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS) no Brasil deve alcançar US$ 3 bilhões até 2027. A presença de startups de automação e de empresas de serviços de campo, combinada ao espaço de games que promove a gamificação de treinamentos técnicos, indica uma tendência de maior interatividade e aprendizado prático, fundamentais para acelerar a qualificação de mão‑de‑obra especializada.

Economicamente, a expectativa de 11 mil participantes gera um impacto direto na cadeia de serviços de BH, incluindo hotelaria, alimentação e transporte, estimado em cerca de R$ 20 milhões de receita adicional para a cidade, conforme projeções da Associação de Turismo de Minas Gerais. Além disso, o networking proporcionado pelos palcos temáticos e o espaço de conexão pode resultar em novos contratos e parcerias estratégicas, potencializando investimentos de até R$ 1,2 bilhão em projetos de expansão e modernização nas indústrias representadas. A mídia especializada já sinaliza que o Minas Summit deverá ser um catalisador para a reativação de projetos adiados durante a crise econômica dos últimos anos.

Em perspectiva, analistas do setor apontam que a continuidade do crescimento do Minas Summit reforça a importância de eventos regionais como motores de inovação e competitividade. A capacidade de reunir, em um único ambiente, representantes de toda a cadeia produtiva — desde fornecedores de componentes eletrônicos até grandes corporações de energia — cria um ecossistema propício à troca de conhecimento e ao surgimento de soluções conjuntas. Se a edição atual atingir a meta de 11 mil participantes, o evento pode se consolidar como referência nacional, impulsionando ainda mais a agenda de digitalização e sustentabilidade que vem moldando a indústria brasileira nos próximos cinco a dez anos.