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“O ajuste fiscal é o alicerce e a base para políticas mais eficazes”, afirma economista Zeina Latif

“O ajuste fiscal é o alicerce e a base para políticas mais eficazes”, afirma economista Zeina Latif

No dia 25 de maio, durante a celebração do Dia da Indústria em Vitória, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) e o Centro da Indústria do Espírito Santo (CINDES) promoveram o Encontro da Indústria 2026, um evento que reuniu empresários, lideranças setoriais e autoridades públicas para reconhecer quem mais contribuiu para o fortalecimento da indústria capixaba no último ano. A programação contou com a palestra da economista, professora e autora Zeña Latif, cujo tema central foi “O desafio da produtividade do Brasil”. A fala de Latif foi acompanhada por imagens da comemoração, registradas pelo fotógrafo Renan Donato/FINDES.

Ao iniciar sua apresentação, Zeña Latif destacou que “o ajuste fiscal é o alicerce e a base para políticas mais eficazes”. Para a economista, a disciplina nas contas públicas é condição indispensável para que o Estado possa atuar de forma estável, assegurar serviços essenciais e, ao mesmo tempo, evitar o agravamento do gasto público que compromete a competitividade das empresas. Esse ponto tem particular relevância para o setor industrial do Espírito Santo, que depende de infraestrutura de qualidade, energia a preços competitivos e previsibilidade regulatória para operar com eficiência.

Latif explicou ainda que a produtividade do trabalho no Brasil ainda corresponde a apenas 25% do nível observado em economias avançadas, o que se traduz em custos operacionais elevados para indústrias capixabas. Ela apontou que a falta de investimentos em tecnologia, em capacitação da mão‑de‑obra e em inovação são reflexos diretos de um ambiente fiscal rígido e de políticas públicas inconsistentes. Para reverter esse quadro, a economista defende um Estado forte, capaz de cumprir suas funções básicas, mas que esteja equilibrado por uma sociedade vigilante capaz de conter gastos desnecessários.

Para o público industrial, a mensagem foi clara: a estabilização das contas públicas cria condições favoráveis à ampliação de crédito, à redução de encargos tributários e ao fortalecimento de incentivos fiscais setoriais. Em um cenário de alta competitividade global, onde as cadeias de suprimentos exigem agilidade e custos reduzidos, a disciplina fiscal torna‑se um facilitador para que as empresas capixabas invistam em automação, em energia limpa e em projetos de pesquisa e desenvolvimento.

Ao final da palestra, os participantes do Encontro da Indústria 2026 concordaram que o ajuste fiscal deve ser considerado o “fundamento” de uma agenda de políticas mais eficazes, capaz de elevar a produtividade e a competitividade da indústria no Espírito Santo. A discussão gerou demandas por maior diálogo entre o setor privado e o poder público, a fim de formular estratégias que alinhem a responsabilidade fiscal com a necessidade de investimentos estratégicos em infraestrutura e inovação.

Assim, a mensagem de Zeña Latif reforça a importância de um ambiente macroeconômico estável para que a indústria capixaba continue a crescer de forma sustentável. A expectativa agora é que as recomendações apresentadas no evento sirvam de base para futuras decisões da FINDES, do CINDES e dos órgãos governamentais, contribuindo para a construção de um ecossistema industrial mais produtivo, competitivo e resiliente no Espírito Santo.

Fonte original

FFINDES