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Pesquisa nacional coleta informações de saúde e segurança no trabalho dos aeronautas

Pesquisa nacional coleta informações de saúde e segurança no trabalho dos aeronautas

Em resposta à crescente demanda por transparência e melhoria contínua na segurança operacional, o Fundacentro lançou uma pesquisa nacional que coleta informações detalhadas sobre saúde e segurança no trabalho dos aeronautas. A iniciativa, que já contou com mais de 1.200 profissionais de manutenção de aeronaves de todo o Brasil, visa mapear a percepção de riscos da profissão, os efeitos sobre a saúde física e mental dos trabalhadores e os fatores que influenciam a adoção de boas práticas de segurança.

Os aeronautas desempenham um papel estratégico na indústria de aviação, garantindo que aeronaves atendam aos rigorosos padrões de certificação da ANAC e da FAA. Nos últimos anos, o setor brasileiro registrou crescimento de 6,2% na capacidade de voo, impulsionado por novas rotas domésticas e pelo aumento de frota de aeronaves comerciais. Esse cenário intensifica a pressão sobre a manutenção preventiva e corretiva, elevando a exposição a condições de trabalho que podem comprometer a saúde dos profissionais.

O questionário, estruturado em 45 itens, abrange temas como ergonomia, exposição a ruídos, agentes químicos, jornadas de trabalho, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e treinamento contínuo. A amostra inclui representantes de grandes companhias aéreas, empresas de manutenção certificadas (EMC) e pequenas oficinas de reparo de aeronaves. Os dados são analisados por especialistas em ergonomia e saúde ocupacional, garantindo a credibilidade das conclusões.

Entre os resultados preliminares, 42% dos respondentes relatam que a percepção de risco aumenta em períodos de alta demanda, enquanto 35% apontam que a exposição a ruídos acima de 90 dB ocorre em mais de 70% das atividades diárias. Em relação à saúde, 28% dos aeronautas apresentaram sintomas de distúrbios musculoesqueléticos, e 18% relataram episódios de fadiga ocular e visual. Esses números indicam que fatores ergonômicos e de ergonomia ainda não são plenamente controlados em muitos ambientes de trabalho.

Do ponto de vista econômico, a falta de controle adequado dos riscos pode gerar custos significativos para as empresas. A manutenção de equipamentos de proteção, a necessidade de substituição de componentes por falhas prematuras e o aumento de dias de afastamento por lesões ocupacionais podem elevar o custo de operação em até 12% em médio prazo. Além disso, as penalidades regulatórias por não conformidade com normas de segurança podem resultar em multas que ultrapassam R$ 200 mil por infração, impactando diretamente a margem de lucro das empresas de aviação.

Com base nos achados, especialistas recomendam a implementação de programas de gestão de risco ocupacional, incluindo treinamento em ergonomia, monitoramento contínuo de níveis de ruído e revisão de rotinas de manutenção. A adoção de tecnologias de automação, como robôs de inspeção e sistemas de realidade aumentada para guias de manutenção, pode reduzir a exposição física dos aeronautas e aumentar a produtividade. O Fundacentro planeja divulgar o relatório completo em agosto, oferecendo subsídios para políticas públicas e estratégias corporativas que visem a segurança e a competitividade do setor.

Fonte original

FFundacentro