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Pesquisador deixa legado de escutas múltiplas e plurisdisciplinaridade para SST

Pesquisador deixa legado de escutas múltiplas e plurisdisciplinaridade para SST

O falecimento do pesquisador Dr. Luiz Fernando da Silva deixou um legado de escutas múltiplas e plurisdisciplinaridade que transformou a Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nas indústrias metalomecânicas brasileiras. Reconhecido por integrar abordagens teóricas que valorizam a centralidade do trabalho, a economia da cooperação, a ergonomia da atividade e a psicodinâmica do trabalho, seu trabalho tem sido referência para gestores, engenheiros de produção e profissionais de recursos humanos que buscam reduzir acidentes e aumentar a produtividade.

Ao colocar a centralidade do trabalho como pilar, o Dr. Silva demonstrou que a SST não pode ser tratada apenas como um conjunto de normas técnicas, mas como um elemento intrínseco à cultura organizacional. A economia da cooperação, segundo ele, implica que a colaboração entre setores – de engenharia à manutenção – gera ganhos de eficiência e diminui custos operacionais. A ergonomia da atividade foi utilizada para redimensionar postos de trabalho, reduzindo o esforço físico e os fatores de risco ergonômico que, segundo dados da ABNT, causam mais de 40% dos acidentes de trabalho no setor.

Na prática, empresas que adotaram as recomendações do Dr. Silva registraram reduções de até 30% nas ocorrências de lesões ocupacionais e aumentos de 15% na produtividade. Um caso emblemático é a siderúrgica Vale Metalúrgica, que, após reconfigurar suas linhas de montagem com base nos princípios ergonômicos propostos, reportou uma queda de 25% nos custos de afastamento e um aumento de 12% no índice de produção por hora. Tais resultados evidenciam a viabilidade de integrar SST ao planejamento estratégico, gerando retorno sobre investimento (ROI) positivo em poucos anos.

Do ponto de vista econômico, o investimento em SST no Brasil ultrapassa 0,5% do PIB, mas o custo indireto de acidentes – incluindo indenizações, perda de produtividade e reputação – chega a 1,2% do PIB, segundo o Ministério do Trabalho. Empresas que aplicam abordagens plurisdisciplinares, como as desenvolvidas pelo Dr. Silva, conseguem reduzir esses custos em até 20%, representando economias de dezenas de milhões de reais anuais no setor metalomecânico. Além disso, a melhoria contínua da SST contribui para a atração de talentos e para a competitividade internacional, fatores críticos em um mercado cada vez mais exigente por sustentabilidade e responsabilidade social.

O futuro da SST no Brasil passa pela consolidação de práticas que unem teoria e prática, como as do Dr. Silva. Regulamentações recentes, como a NR-12 atualizada e a Lei da Responsabilidade Social, incentivam a adoção de modelos de gestão integrados que consideram aspectos econômicos, ergonômicos e psicodinâmicos. Empresas que se posicionarem à frente dessa tendência não apenas garantirão ambientes de trabalho mais seguros, mas também consolidarão sua posição no mercado, atendendo a consumidores que exigem transparência e compromisso com a saúde dos colaboradores. O legado do pesquisador, portanto, continua a guiar o setor rumo a uma cultura de trabalho mais humana, eficiente e economicamente viável.

Fonte original

FFundacentro