PIM-PF: ES lidera crescimento industrial do país em fevereiro e mantém ritmo forte em 2026

A indústria do Espírito Santo registrou um desempenho superior ao de todas as demais unidades da federação em fevereiro de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) divulgada pelo IBGE e analisada pelo Observatório FINDES. O índice de produção industrial capixaba avançou 11,6 % em relação a janeiro, o que representa o maior crescimento percentual registrado no país para o mesmo intervalo. Esse salto refletiu a retomada de investimentos nas cadeias produtivas locais e o fortalecimento de setores estratégicos, que vêm impulsionando a agenda de expansão industrial do estado.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o Espírito Santo alcançou um crescimento de 22,6 % na produção industrial, posicionando‑se em segundo lugar na classificação nacional, apenas atrás de Pernambuco, que registrou 26,4 % de alta. A média nacional, por sua vez, recuou 0,2 % no mesmo período, evidenciando a disparidade entre o ritmo de avanço capixaba e a estagnação de outras regiões. Essa performance coloca o Estado em destaque no cenário macroeconômico brasileiro e reforça a tendência de aumento da participação industrial capixaba no Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Em comparação com fevereiro de 2025, o crescimento foi ainda mais expressivo: a produção industrial subiu 31,3 %, o maior percentual entre todos os estados brasileiros. Esse resultado garante ao Espírito Santo o nono mês consecutivo de expansão com dois dígitos, um feito que indica estabilidade e consistência nos processos produtivos. Para os gestores de fábricas, fornecedores de máquinas‑ferramenta e prestadores de serviços industriais, esses números sinalizam oportunidades de ampliação de capacidade, renovação de equipamentos e ampliação de contratos comerciais.
O principal motor desse desempenho foi o setor extrativo, que registrou alta de 36,5 % nos dois primeiros meses do ano. O aumento da produção de petróleo, gás natural e minério de ferro pelotizado impulsionou a demanda por serviços de engenharia, manutenção e transporte, beneficiando tanto empresas de grande porte quanto indústrias de médio porte que atuam na cadeia de suprimentos. Esse crescimento no extrativo tem efeito cascata, gerando maior consumo de insumos como aço, equipamentos de perfuração e tecnologia de automação.
Além do extrativo, outros segmentos industriais também contribuíram para o resultado positivo, como o de metalúrgica, química e de bens de capital. As empresas do Estado têm intensificado a adoção de tecnologias digitais, como a Indústria 4.0, e investido em programas de qualificação de mão‑de‑obra, fatores que aumentam a produtividade e reduzem custos operacionais. Para executivos e diretores do setor, acompanhar esses indicadores é essencial para decisões estratégicas de expansão, captação de crédito e participação em leilões de energia.
Com o cenário favorável, a expectativa para o segundo semestre de 2026 é de manutenção do ritmo de crescimento, sobretudo se houver estabilidade nos preços das commodities e continuidade das políticas de incentivo fiscal adotadas pelo governo estadual. Os indicadores apontam para um ambiente propício à instalação de novos empreendimentos industriais, ao aumento da capacidade instalada e ao fortalecimento da cadeia produtiva capixaba, consolidando o Espírito Santo como polo de excelência no cenário industrial brasileiro.
Fonte original
FFINDES