Retorno da bandeira verde reduz custos de energia para indústria e consumidores, destaca F

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou positivamente o retorno da bandeira tarifária verde na conta de energia elétrica em outubro, medida anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 25 de setembro. A bandeira verde, que indica períodos de baixa demanda e abundância de geração, suspende a cobrança adicional de R$ 1,88 por cada 100 kWh consumidos, reduzindo substancialmente o custo da energia para os setores industriais e consumidores.
O cancelamento da sobretaxa de 1,88 reais por 100 kWh significa que a tarifa básica de energia elétrica passa a ser aplicada integralmente, sem o acréscimo que era cobrado em regime de bandeira vermelha ou amarela. Para as indústrias que dependem de grandes volumes de energia, como siderurgia, metalmecânica e automação, esse ajuste pode representar uma economia de dezenas de milhões de reais ao longo do ano, especialmente em períodos de pico de produção.
Segundo cálculos preliminares do setor, a redução pode gerar uma economia média de 8% a 12% no custo energético de empresas com consumo anual superior a 1 GWh. Em Minas Gerais, onde a indústria metalúrgica consome cerca de 12 TWh por ano, a economia pode chegar a R$ 300 milhões, refletindo em menores custos operacionais, maior margem de lucro e potencial para investimentos em expansão ou modernização de equipamentos.
Para os consumidores residenciais e comerciais, o efeito também é positivo, já que a tarifa base tende a permanecer mais estável, evitando aumentos bruscos que costumam ocorrer quando a bandeira muda para vermelha. Isso contribui para a previsibilidade de custos e pode estimular a adoção de tecnologias de eficiência energética, como sistemas de recuperação de calor e iluminação LED, que se tornam mais competitivos quando o preço da energia se mantém baixo.
O impacto econômico na região de Minas Gerais é significativo, pois a indústria representa cerca de 15% do PIB estadual. A redução de custos energéticos aumenta a competitividade das empresas mineiras em mercados nacionais e internacionais, favorecendo a atração de investimentos e a manutenção de empregos em setores estratégicos como siderurgia, automação e mineração.
Perspectivas de mercado apontam que a tendência de retorno da bandeira verde pode se repetir em períodos de menor demanda, mas a Agência Nacional de Energia Elétrica continuará monitorando a geração e a demanda para ajustar as bandeiras de forma a garantir a segurança do fornecimento. Indústrias devem acompanhar os relatórios mensais da Aneel, avaliar o consumo de pico e planejar estratégias de carga para maximizar os benefícios da bandeira verde, além de considerar a expansão de fontes renováveis internas para reduzir a exposição a variações tarifárias futuras.
Fonte original
FFIEMG
