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Seminário do CIEMG debate desafios na gestão de pessoas em mundo do trabalho

Seminário do CIEMG debate desafios na gestão de pessoas em mundo do trabalho

O Centro de Inovação em Engenharia Mecânica e Industrial (CIEMG), em sua sede de Contagem, sediou na quarta‑feira (23/9) a segunda edição do Seminário de Recursos Humanos CIEMG, um encontro que reuniu executivos e gestores de diversas empresas do setor industrial. O objetivo foi discutir os desafios emergentes na gestão de pessoas num contexto de transformação digital e mudanças nas dinâmicas de trabalho, temas que têm se mostrado cruciais para a competitividade das indústrias metalomecânicas e de siderurgia no Brasil.

Para os profissionais de metal-mecânica, a discussão ganha contornos ainda mais urgentes. A indústria brasileira emprega cerca de 1,2 milhão de trabalhadores, dos quais 30% atuam em setores de produção e montagem. A crescente adoção de automação, robótica e sistemas de monitoramento em tempo real exige não apenas habilidades técnicas, mas também competências em liderança, pensamento crítico e colaboração interfuncional, pontos centrais abordados no seminário.

A programação do evento destacou temas como inteligência artificial (IA) aplicada à otimização de linhas de produção, liderança adaptativa em ambientes de alta variabilidade, cultura organizacional alinhada à inovação, diversidade de gênero e étnica, saúde mental no trabalho, engajamento e produtividade, além da necessidade de adaptabilidade frente a ciclos econômicos voláteis. Especialistas apontaram que a integração de IA no planejamento de manutenção preditiva pode reduzir custos operacionais em até 15% e aumentar a disponibilidade de equipamentos em 10%, métricas que diretamente impactam a margem de lucro das empresas do setor.

Do ponto de vista econômico, a gestão eficaz de pessoas se traduz em produtividade e, por consequência, em competitividade no mercado global. Segundo dados do IBGE, o setor metalomecânico registrou crescimento de 3,8% no PIB industrial em 2023, impulsionado em parte por investimentos em capital humano. Empresas que adotam práticas de RH focadas em desenvolvimento de competências digitais e soft skills têm apresentado um índice de rotatividade 20% menor, reduzindo custos de recrutamento e treinamento que, em média, equivalem a 4% da folha salarial anual.

Perspectivas de longo prazo indicam que a transformação do trabalho continuará a acelerar, com a expectativa de que até 2030 70% das funções de produção exigirão interação entre humanos e sistemas autônomos. Nesse cenário, a capacidade de atrair, reter e capacitar talentos será um diferencial estratégico. O seminário ressaltou a importância de programas de aprendizagem contínua, parcerias com instituições de ensino técnico e universidades, além de políticas de inclusão que ampliem o acesso a profissionais de diferentes origens.

Em síntese, o Seminário de RH CIEMG reforçou que a gestão de pessoas não é mais um apoio secundário, mas um motor essencial para a inovação e eficiência das indústrias metalomecânicas e de siderurgia. Executivos que adotarem as práticas discutidas poderão posicionar suas organizações à frente em um mercado cada vez mais competitivo, garantindo sustentabilidade econômica e social em um mundo do trabalho em constante evolução.

Fonte original

FFIEMG