Setor de artefatos de concreto gera 2,5 mil empregos no semestre, aponta estudo da FIEMG

O levantamento da Gerência de Economia da FIEMG revelou que o setor de fabricação de artefatos de concreto e materiais semelhantes gerou 2.580 postos de trabalho no Brasil entre janeiro e junho de 2026, evidenciando um saldo positivo na geração de empregos no primeiro semestre do ano. A maior parcela dessas contratações ocorreu em Minas Gerais, onde o segmento de estruturas pré-moldadas de concreto armado e elementos de reforço metálico se destacou como principal motor da expansão.
O crescimento observado reflete a recuperação gradual da construção civil após o período de desaceleração causado pela pandemia e pelas oscilações no mercado de commodities. Em comparação ao mesmo período de 2025, a geração de empregos aumentou em 12,3%, sinalizando um retorno robusto à demanda por obras públicas e privadas, especialmente em infraestrutura urbana e industrial. A FIEMG destaca que o setor de artefatos de concreto representa cerca de 2,1% do total de empregos industriais no estado, um indicador de sua relevância no ecossistema produtivo regional.
Do ponto de vista econômico, a expansão do setor gera impactos multiplicadores significativos. A geração de 2.580 empregos implica em cerca de R$ 180 milhões em salários brutos, estimados a partir de um salário médio de R$ 70.000,00 anual para profissionais técnicos e operacionais. Além disso, a cadeia de suprimentos – que inclui fornecedores de aço, cimento, aditivos químicos e maquinários de produção – registra um aumento de 9,5% nas vendas, reforçando a interdependência entre os setores de siderurgia, mineração e logística.
Os dados do estudo apontam que 68% das novas contratações se concentram em atividades de produção de painéis pré-moldados, 22% em estruturas metálicas de apoio e 10% em serviços de montagem e acabamento. A predominância de postos de nível médio e técnico reforça a necessidade de programas de qualificação profissional, sobretudo em áreas como controle de qualidade, automação de processos e sustentabilidade na produção de concreto.
Para o futuro próximo, os analistas da FIEMG projetam um cenário de crescimento contínuo, impulsionado por projetos de infraestrutura previstos pelo governo federal e estadual, incluindo a expansão de linhas de transmissão de energia, obras de saneamento e a construção de parques industriais. A adoção de tecnologias digitais – como BIM (Building Information Modeling) e sistemas de monitoramento em tempo real – pode aumentar a eficiência e reduzir custos, criando oportunidades adicionais de emprego em áreas de engenharia de dados e manutenção de equipamentos inteligentes.
Em síntese, o aumento de 2.580 empregos no primeiro semestre de 2026 demonstra a resiliência e o potencial de expansão do setor de artefatos de concreto. Para profissionais do setor, isso implica em maior demanda por competências técnicas especializadas e em oportunidades de crescimento profissional. Para o governo e o setor privado, os resultados reforçam a importância de políticas de incentivo à inovação, à qualificação da mão‑de‑obra e à sustentabilidade, garantindo que o crescimento econômico se traduza em benefícios tangíveis para a economia brasileira e para a competitividade da indústria metalomecânica.
Fonte original
FFIEMG
